Notícias de Imprensa

Nuno Crespo apresentou o seu novo livro sobre Arte Portuguesa Contemporânea

Nuno Crespo, Diretor da Escola das Artes, lançou, na passada sexta-feira, dia 1 de março, em Lisboa, o livro “Textos Públicos – Arte Portuguesa Contemporânea 2003-2023”.

Trata-se de uma publicação que pretende contribuir para a construção da memória dos diferentes momentos e contextos artísticos, ajudando a perceber aquilo que foi, em linhas gerais e necessariamente incompletas, a receção do trabalho de um conjunto de artistas e, assim, contribuir para uma história da arte portuguesa contemporânea nos primeiros 20 anos do século XXI.

"Os textos que se seguem são todos de ocasião: responderam a momentos expositivos e disseram sempre respeito a escolhas pessoais”, sublinhou Nuno Crespo.

Para o Diretor da Escola das Artes “este livro não é só sobre presenças, mas também sobre ausências: faltam artistas, exposições e obras, fundamentais não só no contexto da arte portuguesa contemporânea, mas também na maneira como são referências, ainda que invisíveis e discretas, no modo de ver e entender muitas das exposições aqui presentes”.

A sessão de apresentação do livro iniciou às 19h00, na Brotéria, em Lisboa, e contou com a presença do autor, Nuno Crespo, sendo conduzida por Bárbara Reis, jornalista do público, e pelo artista José Pedro Cortes.

Categorias: Escola das Artes

Seg, 04/03/2024

Católica atribui doutoramento Honoris Causa a Rui Chafes

A Universidade Católica Portuguesa (UCP) atribuiu o grau de Doutor Honoris Causa a Rui Chafes, escultor português de relevo nacional e internacional, no dia 1 de fevereiro.

A obra de Rui Chafes é marcada pela procura da integração das suas esculturas diretamente na natureza ou em situações arquitetónicas concretas e, sobretudo, pela utilização maioritariamente do ferro, quase sempre pintado de negro baço, sendo esta uma das singularidades primeiras da sua marca autoral.

Em 1995, Rui Chafes representou Portugal, juntamente com José Pedro Croft e Pedro Cabrita Reis, na 46.ª Bienal de Veneza e em 2004 na 26.ª Bienal de S. Paulo, com um projeto conjunto com Vera Mantero. Em 2013, foi um dos artistas internacionais convidados para expor no Pavilhão da República de Cuba na 55.ª Bienal de Veneza. Realizou exposições individuais em galerias e museus em Portugal e em diversos países e o seu trabalho está representado em várias coleções institucionais e particulares.

Ao longo da sua carreira recebeu várias distinções, nomeadamente o Prémio Pessoa (2015) atribuído pelo semanário Expresso; Gran Premio A.E.C.A. pela melhor obra no ARCO, Madrid (2012); Prémio Nacional Cidade de Gaia (2007); o Prémio de Escultura Robert-Jacobsen, atribuído pela Stiftung Würth, na Alemanha (2004); o prémio de Artes Plásticas União Latina (1996).

A atribuição do título honorífico ao artista aconteceu no dia 1 de fevereiro na cerimónia realizada no âmbito do Dia Nacional da Universidade Católica Portuguesa. Nesta Sessão Académica, foi também atribuído o doutoramento Honoris Causa a Helen Alford, pela sua investigação sobre o impacto da ética e do pensamento social cristão no domínio da gestão, da sustentabilidade e da inteligência artificial.

No evento, realizou-se ainda a imposição das insígnias e a entrega das cartas doutorais aos doutores que obtiveram o grau em 2023. O Dia Nacional da UCP celebra-se no primeiro domingo do mês de fevereiro, este ano a 4 de fevereiro, tendo a sessão solene tido lugar no dia 1 de fevereiro.

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Quinta, 01/02/2024

Marta Mendonça: “quero intervencionar objetos dos quatro cantos do mundo” | Dia do Conservador-Restaurador

Com uma enorme paixão por História e Arte, Marta Mendonça “sabia que algo nas Artes” a chamava, mas não tinha a certeza do quê. Hoje, aos 20 anos, conta-nos que foi na Conservação e Restauro que encontrou a resposta.

“Comecei a pesquisar sobre a área, vi e revi inúmeros vídeos de intervenções, quase compulsivamente,” confessa a finalista da licenciatura em Arte, Conservação e Restauro da Católica, no Porto. Foi assim que descobriu “um mundo especial, perfeito, e do qual queria fazer parte.”

Para a futura conservadora-restauradora, “a Arte, em todas as suas formas, foi, e é, um registo da evolução do Homem”. Acredita que “cabe aos profissionais preservar essa identidade coletiva e zelar pela longevidade de determinados objetos, que são marcas de certas culturas e cronologias.”

Decidida a fazer parte deste mundo e dedicada a esta missão, Marta escolheu o curso de Conservação e Restauro na Universidade Católica devido ao equilíbrio teórico-prático e porque “pareceu ser a melhor opção, desde o plano de estudos, ao tempo de contacto direto com a obra artística, que em muito ajuda na formação do conservador-restaurador.”

Após conversar com a coordenadora da licenciatura, Carla Felizardo, no Open Day da Escola das Artes, “não havia quaisquer dúvidas”, e candidatou-se unicamente ao curso na UCP.  “Não poderia ter feito uma escolha melhor. Sinto-me concretizada e verdadeiramente feliz nesta instituição de ensino”, afirma hoje, certa da sua decisão.

Sobre o curso, destaca as “atividades dinamizadas nas Campanhas de Inverno e de Verão, que ensinam verdadeiramente como funciona uma equipa de trabalho,” em contexto profissional, explica a estudante.

Quanto ao futuro e certa de que as ferramentas recolhidas “ao longo dos últimos três anos serão devidamente aplicadas” no mundo que a espera, Marta confessa os seus vários planos: “quero colocar ‘as mãos na massa’, quero poder tocar e trabalhar em várias obras de arte, quero intervencionar objetos dos, e nos, quatro cantos do mundo.”

Mas desses quatro cantos “há um ‘pedaço’ de terra no mediterrâneo, que se chama Itália, que sempre suscitou” o seu interesse. Não fosse esta a casa da peça de arte que mais gostaria de restaurar, caso pudesse escolher qualquer uma no mundo. “Fascinada pelo Renascimento italiano, e pelo trabalho mecenático dos Médici, Florença é guardiã de uma das minhas obras de arte favoritas. Adoraria poder intervencionar A Primavera, de Sandro Botticelli. Há qualquer coisa de especial naquela obra em particular.”

Marta Mendonça, Conservador-Restaurador

Categorias: Escola das Artes Jovens que sabem sonhar

Sexta, 26/01/2024

Escola das Artes lança programa de concertos, conferências, exposições e performances

“Não foi Cabral: revendo silêncios e omissões” é o tema do programa cultural da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa, que pretende estimular o debate sobre o fazer da(s) História(s), mostrando como muitos artistas contemporâneos têm contribuído para a alteração de paradigmas.

Trata-se de uma parceria da Escola das Artes com a Universidade de São Paulo (Brasil) e a Universidade de Princeton (EUA), que irá decorrer de 15 de fevereiro a 29 de maio, no Centro Regional do Porto. Esta parceria contará com concertos, conferências, exposições e performances para não silenciar histórias.

Nuno Crespo, diretor da Escola das Artes e co-curador do programa, sublinha que o ciclo “pretende construir um espaço de debate onde juntos possamos pensar as narrativas históricas e o modo como artistas de diferentes geografias e culturas têm sido motores fundamentais no alargamento e transformação dessa história oficial.” Sobre esta nova edição do programa, o diretor da Escola das Artes completa que “é fruto de um trabalho continuado da Escola das Artes em trazer temáticas com expressão no mundo não só artístico, como atual e global.”

Através da interseção de várias áreas e de conhecimentos múltiplos, onde se cruzam perspetivas de artistas, realizadores, ativistas ou intelectuais, o ciclo “Não foi Cabral: revendo silêncios e omissões” procura criar um espaço de debate conjunto, onde se reflita sobre como se pode juntar à História outros sujeitos, corpos ou objetos, de modo a, progressivamente, construir um recorte mais amplo e diverso do mundo, dos seus habitantes e dos processos de transformação.

Estão confirmados os concertos, conferências e performances de Lilia Schwarcz, Denilson Baniwa, Pedro Barateiro, Nuno Crespo e Dalton Paula, João Salaviza e Renée Messora, Paulo Catrica, Hélio Menezes, Ayrson Heráclito, Margarida Cardoso, Artur Santoro, Flávio Cerqueira e de Francisco Vidal. A Escola das Artes anunciou também a agenda da Sala de Exposições, que contará com Carla Filipe, Pedro Barateiro, Paulo Catrica e Letícia Ramos.

Mais informações e programa disponível aqui

 

Categorias: Escola das Artes

Quinta, 18/01/2024

Pedro Cunha: “Criar histórias é como uma necessidade básica para mim.”

Fotografia de Pedro Cunha

Pedro Cunha tem 21 anos, nasceu no Estado do Pará, mas vive em Portugal desde os nove anos. É licenciado em Som e Imagem pela Escola das Artes e, atualmente, frequenta o Mestrado em Animação. Deep Dive é o nome da sua obra desenvolvida na licenciatura que foi distinguida no Edigma Semibreve Scholar 2023. O seu sonho é ter uma carreira na área do Manga e um próximo desejo é começar a aprender japonês.

 

Quando é que descobriu a importância da Arte na sua vida?

A Arte está presente na minha vida desde muito cedo. A minha avó era pintora e, por isso, desde pequeno que tenho uma proximidade grande com este mundo. Está-me no sangue. Sempre senti necessidade de criar alguma coisa: criar desenhos, histórias, personagens. Sempre criei coisas, especialmente nas áreas da ilustração e da banda desenhada. Faço BD desde os meus 14 anos.

 

E tem uma história que publica desde essa altura …

Sim, chama-se “The Glosling” e está disponível online. É uma banda desenhada que estou a construir desde os meus 14 anos, mas ainda não lhe dei um fim. Conto que, durante o próximo ano, esteja concluída. É difícil dar-lhe um fim (risos).

 

“Acabei por concorrer e por conseguir bolsa de mérito que se prolongou por todos os anos da licenciatura.”

 

Quando é que começou a interessar-se pela Animação?

Sempre gostei muito de animação. Em miúdo só via filmes de animação, recusava-me a ver outros (risos). Fascina-me as infinitas possibilidades que a animação permite. O estilo de desenho, o tipo de movimento, se é mais realista ou mais exagerado, que forma têm as personagens, enfim... Através da animação podemos comunicar uma variedade sem fim e isso é fascinante. Para além disso, sempre fui louco por histórias. Adoro criar histórias.

 

Licenciou-se em Som e Imagem pela Escola das Artes, da Universidade Católica no Porto. Porquê esta escolha?

Estávamos na altura da pandemia da COVID-19 a Universidade Católica era a única universidade no Porto que me oferecia a possibilidade de estudar animação ainda durante a licenciatura, uma vez que em Som e Imagem uma das vertentes abordadas é precisamente esta. Acabei por concorrer e por conseguir bolsa de mérito que se prolongou por todos os anos da licenciatura. Uma das coisas que mais me marcou foi o grande entusiasmo de alguns professores por aquilo que nos ensinavam.

 

Quais foram as disciplinas que mais o marcaram durante a licenciatura?

Animação 2D e Animação 3D. Foi nestas disciplinas que eu senti que podia abrir as asas. Senti-me mesmo em casa.

 

“Ter recebido este prémio é um sinal de que estou no caminho certo.”

 

Atualmente, é estudante de Animação do Mestrado em Som e Imagem, também na Escola das Artes.

A Animação é mesmo o meu caminho. Este é mesmo o meu lugar certo. Acabei por me candidatar ao Mestrado em Animação da Escola das Artes e estou agora no primeiro ano do curso. No mestrado vou querer fazer algo em grande, já estou a colecionar muitas ideias para a história que vou querer contar na minha animação final.

 

A sua obra Deep Dive foi distinguida no Edigma Semibreve Scholar 2023. Em que consistiu?

O projeto Deep Dive foi desenvolvido na licenciatura e foi exposto na Escola das Artes durante o Panorama #23. Consiste numa experiência de realidade virtual. Através dele as pessoas estão dentro de um aquário e têm a possibilidade de nadar com os peixes. Apesar de não terem muito controlo sobre o que podem fazer, poderão observar e ouvir as histórias das personagens que acontecem à volta do aquário e que vão ter as suas próprias conversas. É um conceito interessante porque mistura diferentes meios e possibilidades. Sinto-me muito grato por esta distinção e por todas as oportunidades que me são dadas. Ter recebido este prémio é um sinal de que estou no caminho certo.

 

Na área da Animação quais são as suas referências?

James Baxter, é um génio. Tudo o que ele faz parece que tem magia, é impressionante. O Genndy Tartakovsky fez muitas séries que eu adoro. Ele continua a querer criar novas histórias e a querer empurrar a animação para novos lugares.

 

“Tenho um propósito na minha vida.”

 

Planos para o futuro?

Para além de estar no mestrado, vou querer fazer um curso de japonês. A minha intenção é criar uma carreira na Mangá. Sou fascinado. Quero criar histórias nesta área. Quando li pela primeira vez Mangá, fiquei obcecado e senti logo que era isto que eu queria fazer.

 

Um filme de animação imperdível?

Os Incríveis I são um filme fantástico. Provavelmente, o melhor filme de super-heróis.

 

O que é que o move?

Tenho um propósito na minha vida que é fazer exatamente aquilo para que ando a trabalhar. Acredito que cada pessoa tem o seu destino e que isso passa por fazerem aquilo para que foram criadas. Criar histórias é como uma necessidade básica para mim. Não consigo viver sem isso e é esta vontade e o destino que me move.

 


Pessoas em Destaque é uma rubrica de entrevistas da Universidade Católica Portuguesa no Porto.

Categorias: Escola das Artes

Quinta, 30/11/2023