Ricardo Tomé: "Haja mais coopetição"
Numa realidade diária de sobrevivência, onde lutam profissionais e empresas para serem bem-sucedidos, será que o caminho trilhado pela apologia dos mais fortes é efetivamente o que devemos suportar e promover? Ou, ao invés, deveríamos procurar sistemas colaborativos, ainda que competitivos, demonstrada que está a nossa evolução enquanto espécie como o caminho virtuoso para aqui chegarmos de forma vitoriosa?
SOBREVIVEM OS MAIS... Colaborativos. Ao invés da tradução errada de Darwin, por muitos, em que por "fittest" se entendeu por "mais fortes", deveremos enfatizar uma e outra vez que o significado encerrava como interpretação "os que melhor se adaptam". E ao que parece esta adaptação vem sendo cada vez mais conhecida por advir de uma colaboração. Desde logo veja-se o papel da linguagem. Não fosse ela, e a nossa sobrevivência e evolução poderiam ter sido bem diferentes. Um outro exemplo chega-nos do Japão. A investigação de Yasuyo Minagawa da Universidade de Keio revela que trabalhar em equipa ativa conexões de rede entre os dois cérebros; desenvolver uma tarefa a dois ativa e estimula redes neuronais diferentes, mais amplas e complexas do que executar a mesma tarefa a sós; e se houver contacto visual, mais ainda.
Nota: Pode ler o artigo na íntegra na edição impressa da Meios & Publicidade de 2 de junho de 2023.
Categorias: Católica Lisbon School of Business & Economics