Luís Caeiro: "As tentações do poder"

A comunicação social, ao cumprir o importante papel de denunciar os abusos do poder, contribui ao mesmo tempo para reforçar um dos principais argumentos do discurso populista: a ideia de que a sociedade é governada por uma elite corrupta. Esta generalização perigosa leva a questionar os efeitos do exercício do poder sobre o comportamento dos líderes e, em última análise, a conhecida afirmação de Lord Acton de que o “poder corrompe e o poder absoluto corrompe absolutamente, de modo que os grandes homens são quase sempre maus”.

É correto afirmar-se que, à medida que dispõem de mais poder, os líderes têm comportamentos abusivos e tornam-se corruptos? O poder é causa de comportamentos antissociais ou pode ser um instrumento de desenvolvimento e de promoção da justiça?

Artigo completo disponível na Renascença.