Arménio Rego: "A competência técnica e a liderança"
“Eu não preciso, na verdade, de perceber de banca para ser CEO de um banco, é a minha convicção. O líder tem que ser alguém que tem a capacidade de unir todas as partes interessadas da organização que lidera”. O autor deste comentário é António Henriques, CEO do Bison Bank – que o pronunciou enquanto convidado do podcast “O CEO é o limite”. Não será mesmo necessário perceber de banca para ser CEO de um banco? Antes de responder à questão, quero referir dois pontos.
Primeiro: é necessário interpretar o comentário no contexto de uma conversa mais ou menos informal, durante a qual o significado do que é afirmado depende tanto das palavras quanto do tom de voz, dos gestos e da carga relacional e emocional do diálogo. Segundo: dado que António Henriques tem mais de 30 anos de carreira na banca, presumo que o seu objetivo teria sido enfatizar que não é preciso ter competências técnico-bancárias estelares para se exercer o cargo de CEO de um banco. Creio que foi uma tese deste teor que Fernando Silva, CEO da Siemens Portugal, expressou enquanto convidado do mesmo podcast: “Dentro da Siemens Portugal eu serei, provavelmente, o pior engenheiro”.
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