Alice Khouri: "Greenwashing: um efeito colateral na corrida do mercado pela sustentabilidade?"
Após muita insistência científica e números alarmantes (como, por exemplo, o recorde de 2023 com um aumento das emissões globais de CO2 de mais de 70% comparado a 1990), a urgência pela transição climática - necessária para travar o aquecimento global - ocupa importância central no cenário atual da estratégia corporativa. O desafio do tecido empresarial, complexo e transversal, traduz-se na busca por desenhar e implementar medidas com atenção aos impactos gerados em dimensão social, económica e ambiental, por sua atividade e toda cadeia produtiva.
Seja pelo lado da avalanche regulatória (CSRD, Sustainability Due Diligence CSDDD, e os parâmetros do EFRAG), seja pelo lado da mudança do perfil do consumidor (que passa a exigir ser ator da transição climática e não sujeito passivo), o facto é que a sustentabilidade nunca foi tão “sexy”. E o que é “sexy”, atrativo, acaba por ser um combustível irresistível para a comunicação e marketing. A pressão reputacional e comercial para que as empresas comuniquem o impacto de suas atividades nunca foi tão grande.
Artigo completo disponível no Expresso.
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