Dia Mundial do Refugiado

“Dizem-me que sou o ‘imigrante bom’. Odeio.”  Sam é iraniano, refugiado da guerra na Ucrânia e estuda em Portugal.

Aos 15 anos, Sam Izadloo deixou o Irão para fugir às armas. Recomeçou a vida na Ucrânia, mas a guerra russa voltou a obrigá-lo a fugir. Um testemunho na primeira pessoa, feito a partir de entrevista.

Sam Izadloo, de 26 anos, virou costas a Teerão ainda adolescente para fugir às armas. Após sete anos na Ucrânia, a guerra lançada pela Rússia, e apoiada pelo Irão, pintou-o como uma ameaça no país que antes o acolheu e a que já chamava casa. Ao P3, falou sobre o regime iraniano, o sonho de ser médico e a procura de um lugar seguro, que encontrou em Portugal. Nesta sexta-feira, Dia Mundial do Refugiado, publicamos o seu testemunho na primeira pessoa, construído a partir de entrevista.

"Nasci no Irão e foi lá que vivi até aos 15, 16 anos. Saí por questões políticas, que tornaram impossível continuar a viver no meu País. Já não era seguro, não havia um futuro para mim. Há motivos que prefiro não detalhar, mas acho que é muito óbvio se pensarmos em como o Irão discrimina certas minorias. Além disso, quando fazemos 18 anos, somos obrigados a cumprir dois anos de serviço militar, o que limita os nosso estudos. E eu queria muito estudar Medicina.

Nota: Este conteúdo é exclusivo dos assinantes do jornal Público de 20 de junho de 2025.