Tomamos um café e conversamos? — À conversa com Ana Luísa Martinho e Cristina Silva
Neste sexto episódio, dedicado ao tema “Prestação de Contas, Comunicação Interna e Gestão de Pessoas”, vamos refletir sobre os desafios e as potencialidades da Gestão de Pessoas nas Organizações de Economia Social em Portugal. Em particular, debatemos os moldes da comunicação destas organizações com os seus recursos humanos — assalariados e voluntários — e problematizámos a vivência dos princípios da participação, da diversidade, da equidade e inclusão no quotidiano organizacional, reconhecendo os paradoxos existentes entre os princípios defendidos pelo setor e a sua concretização no dia a dia das organizações.
Para esta conversa à volta de um “café”, contámos com duas convidadas com percursos profundamente ligados à investigação, à gestão e à intervenção no setor da Economia Social.
Ana Luísa Martinho é socióloga, doutorada em Economia Social pela Universidade de Valência, Professora Adjunta no ISCAP/Politécnico do Porto e investigadora nas áreas da inclusão sociolaboral, igualdade de oportunidades, voluntariado, migrações e gestão de pessoas nas Organizações de Economia Social. É também diretora da Pós-Graduação em Diversidade, Equidade e Inclusão do ISCAP.
Cristina Silva é psicóloga, especialista em Psicologia do Trabalho e das Organizações, e diretora executiva responsável pelo Departamento de Reabilitação da ARCIL — Associação para a Recuperação de Cidadãos Inadaptados da Lousã, onde assume também a supervisão da Gestão de Pessoas e de projetos de inovação.
Ao longo da conversa, as convidadas partilharam exemplos reais de práticas inspiradoras de valorização das equipas, com potencial para fortalecer o reconhecimento institucional e público do setor da Economia Social.
Debatemos, ainda, a necessidade de ultrapassar uma lógica excessivamente burocrática da prestação de contas — frequentemente direcionada apenas para financiadores — e de reforçar práticas de prestação de contas lateral, capazes de fortalecer o sentido de pertença, a confiança e a aprendizagem organizacional.
Entre perspetivas, interrogações, desafios e exemplos concretos, emergiu uma ideia central: as Organizações de Economia Social podem — e devem — afirmar-se cada vez mais como espaços de cidadania, participação democrática e construção coletiva.
Esta conversa foi gravada via Teams. Esperamos que desfrutem e que participem no debate.
