Colaborar: Possibilidade ou Utopia? — À conversa com Rita Leote e Joaquim Pequicho
Neste quinto episódio do Podcast Católica Economia Social, dedicámo-nos ao tema “Colaborar: Possibilidade ou Utopia?”, procurando explorar desafios e potencialidades em torno da colaboração e da prestação de contas horizontal na Economia Social em Portugal. Para esta conversa, contámos com duas pessoas que desempenham papéis de liderança em estruturas de cúpula do setor e que, a partir da sua experiência concreta, nos ajudam a refletir sobre a importância de práticas colaborativas.
Rita Leote é Diretora Executiva da Plataforma Portuguesa das Organizações Não Governamentais para o Desenvolvimento (PPONGD). Licenciada em Relações Internacionais, é mestre em Desenvolvimento e pós-graduada em Economia Social e Solidária. Ao longo de cerca de 15 anos, trabalhou com várias ONGD portuguesas e foi responsável por projetos de cooperação para o desenvolvimento em países como Angola, Cabo Verde e Guiné-Bissau. Possui ainda ampla experiência no campo do voluntariado, tanto a nível pessoal como profissional, incluindo a coordenação de equipas nacionais e internacionais e a gestão de programas da Confederação Portuguesa do Voluntariado.
Joaquim Pequicho é Vice-Presidente e Diretor Executivo da CONFECOOP – Confederação Cooperativa Portuguesa. Sociólogo de formação, com mestrado em Gestão e pós-graduações em Economia Social e em Direito e Investimento Social, tem um percurso fortemente ligado ao setor da Economia Social, exercendo funções de liderança em várias estruturas nacionais – como a FENACERCI, entidade federativa do movimento CERCI – e europeias.
Juntos, refletimos sobre até que ponto um setor diverso e plural como o da Economia Social tem conseguido trabalhar de forma colaborativa, articulando-se em rede em torno de objetivos e desafios comuns. Que modalidades de colaboração existem hoje – da partilha informal de recursos e aprendizagens às parcerias e redes estruturadas – e quais as que fazem realmente a diferença no contexto português? Como garantir que protocolos de parceria são mais do que exercícios formais e se traduzem, de facto, em partilha de responsabilidades, desafios, aprendizagens e resultados?
Num contexto de estreitamento do espaço cívico, questionámo-nos ainda sobre como podem as organizações, juntas, construir narrativas mais consistentes e baseadas em evidência, capazes de comunicar melhor o valor social gerado coletivamente e reforçar a legitimidade do setor.
Estas foram algumas das inquietações que permearam a conversa com Rita Leote e Joaquim Pequicho. Esta conversa foi gravada via Teams. Esperamos que desfrutem e que participem no debate.
