Quinta I

Quinta I

Pai Nosso, rochedo eterno,
bendito fundamento da comunhão do mundo,
nem imaginas como nos fazes falta!
Desde que nos entregastes o mundo
para construir, para empreender, para recriar
temos conseguido umas coisas.
E, nestes últimos tempos, andamos entusiasmados.
A tecnologia deu-nos quase tudo.
Estamos a ficar capazes de dominar a vida!
Nem imaginas!... Mas... que digo eu?

Desculpa, ó Pai, base e alicerce de toda a vida.
Porque afinal a construção da minha vida assenta em ti
e eu esqueço-me, na auto-suficiência.
A construção da cidade é frágil,
sem os critérios novos que nos dás.

A construção do universo é Tua,
e só com  o dom da inteligência
descobriremos o plano harmonioso da tua solidez.